Batatinha quando nasce, se esparrama pela goela...


Batatinha à calabresa, um tira-gosto de primeira, que não faz vergonha em churrascos. Pelo contrário. A origem? Desconheço. Para mim, é coisa de portuga, dos bons ou das boas, pilotando antigos botecos, a inventarem belas e baratas desculpas para pedirmos mais cervejas e jogarmos mais conversas e pensamentos fora. Delicadamente gostosa, boa de ver, ótima para comer e distrair as tripas dos convidados, enquanto você se esfalfa na churrasqueira.

Tem uma coisa: é mole de fazer mas chata de achar. Se encontrar, daquelas bem miúdas, miudinhas mesmo, não perca tempo: compre, lave bem, cozinhe com a casca, apenas no sal. Cozida, interrompa o cozimento com água fria. Mole demais, claro, fica mole “demais”.

Tem segredo, não. Uma marinada por algumas horas na geladeira e só. Pimenta calabresa, sal, se necessário, um verdinho bacana – salsa e cebolinha picadinhos -, cebola idem, azeite, sempre, alho socadíssimo, uma poeirinha de cominho moído, orégano ou a erva da sua preferência, e vinagre. Uma marinada simples, ó pá. Caso sua alma pedir mais temperamentos, invente. Pimentões picadinhos, coloridos, dão um tom bacana, por exemplo.

Dê-se conta de um fato: e é aí que a porca torce o rabo, de felicidade. Este é só um jeito de fazer as danadas. Existem milhões de temperos e molhos capazes de incrementá-las para tira-gosto. Você decide.

Quem, nessa vida de boêmio, não se pegou num bar, findada a porção de batatinhas, a tentar recolher ou espetar os pedacinhos restantes de temperos? Já vi gente bebendo até o caldinho da marinada. Bom demais.

Um comentário:

Anônimo disse...

Uma simples correção, rsssssss

Batatinha quando nasce
Espalha as ramas pelo chão